quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O que me trouxe o Pai Natal - Rega P9



O Natal de 2009 foi um Natal a rimar... a rimar com Rega P9. Como tinha já mencionado num post anterior sobre o meu recentemente adquirido Rega P3, que não durou mais de 6 meses até ser vítima de upgrade, a mudança foi inevitável. O P3 foi o meu primeiro gira-discos, adquirido ainda um pouco "à experiência" para eu confirmar se estaria apto, e determinado, a iniciar esta viagem pelo Mundo do Vinil. Rapidamente cheguei à conclusão de que não valia a pena resistir... e assim sendo fiz upgrade para um gira-discos que me oferece maior qualidade e também maior potencial para upgrade futuro da célula e do pré de phono.


O Rega P9 é o resultado da postura da Rega levada ao limite da precisão e da rigidez, como se fosse um P3 "on steroids", com uma lista de especificações impressionante, a começar pelo inédito e único prato de cerâmica (acabado a corte de diamante) e passando pelo braço RB1000 polido, expoente máximo da tecnologia Rega, e terminando na qualidade de construção e acabamento. Tudo, claro está, com a típica simplicidade e longevidade, "no fuss", "setup and go" a que a Rega já nos habituou. A ideia é ouvir música... não passar a maior parte do tempo em afinações e regulações da máquina.

De uma forma muito resumida, e porque o facto de ter mantido a mesma célula (Goldring 2500) e pré de phono (Heed Questar) que já usava no P3 permite comparação directa, as principais diferenças para o P9 estão, como seria de esperar, no incremento de detalhe, estabilidade do "pitch", maior resolução e profundidade de palco... e também um incremento na resposta das baixas frequências. É de salientar também a menor distorção, nomeadamente fenómenos como "inner groove distortion" que por vezes eram audíveis no P3, mas que no P9 tocando os mesmos discos praticamente não se notam. Outra diferença que imediatamente notei foi a muito maior sensibilidade do P9 ao posicionamento e nivelamento, sendo que a mínima inclinação afecta o seu desempenho de forma muito mais óbvia do que no P3, e a sua reacção às vibrações externas (provenientes do móvel onde está colocado) é também muito mais intrusiva e audível (nomeadamente numa certa perda de separação dos instrumentos, como se a imagem sonora ficásse esborratada)... e por isso optei por aplicar uma plataforma, solução provisória feita por mim, com acabamento algo tosco, mas que por enquanto vai servindo e com um efeito extremamente eficaz na eliminação dessas vibrações. Já agora para os mais curiosos, a plataforma é constituída por, de baixo para cima, 3 spikes Soundcare, uma placa MDF, 8 pés de Sorbothane com durometer 30 colocados de acordo com a distribuição de peso do P9, e uma segunda placa de MDF, pretendendo assim tirar partido de duas abordagens distintas ao controlo de vibrações, uma pelo acoplamento via spikes, outra pela absorção de vibrações pelo Sorbothane (o MDF apenas funciona como base e intermediário bastante neutro sonicamente).


Na sua plataforma improvisada mas eficaz, rigorosamente nivelado e afinado, o P9 toca e tem dado muitas horas de prazer musical. Uma bela prenda de Natal que certamente vai fazer de 2010 um ano de retoma... musical, claro está!

http://ViciAudio.blogspot.com


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4 comentários:

  1. Parece-me que a base, por si só, será merecedora de um post :)

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  2. Boas Carrilho :)

    Sim, sou capaz de fazer isso... especialmente se fizer uma remodelação estética à mesma... esotu a considerar a hipótese de trocar as placas MDF por placas de acrílico... bem mais bonitas, e igualmente adequadas para este propósito.

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  3. Boas,

    estou satisfeitíssimo com o Heed Questar MM, não tenho qualquer queixa sobre o seu desempenho. Por este preço é uma opção fabulosa (ronda as 250 libras em UK, e com o Euro "forte" o preço é quase o mesmo em Euros), e pelo que me foi possível testar e ouvir, não só supera largamente a performance de outros aparelhos mais baratos (como o 640P da Cambridge Audio que se encontra por cerca de 125 euros), o que justifica plenamente o preço do Questar, como se aproxima muito, mesmo muito, da performance de aparelhos que custam o triplo... ou mais...

    O som que obtenho com a combinação Goldring 2500 / Heed Questar MM é um som cheio, pujante, e ao mesmo tempo com uma resolução de grande nível, detalhe, velocidade e controlo.

    Se um dia acabar por fazer um upgrade à célula e pré, não vai ser fácil... nem barato...

    Altamente recomendado :)

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