segunda-feira, 24 de maio de 2010

Highend Show 2010 - Reportagem ViciAudio por Sérgio Redondo (Parte 2)


HIGHEND SHOW 2010 (Parte 2)


 (Bowers & Wilkins 802 Diamond, electrónica Classé, e muito bom gosto)

Se eu não conhecesse a qualidade dos equipamentos destas marcas, e a qualidade do anfitrião da sala (Alberto Silva), poderia ter ficado marcado negativamente com a apresentação no Highend 2010. Acho que o Alberto cometeu um erro com a escolha desta sala, teve certamente azar e algum motivo o levou a esta opção que durante o evento se revelou demasiado forte mesmo para esta "artilharia", as novas B&W 802 Diamond alimentadas pelos CT-M600 da Classé com fonte e pré da Delta Series da mesma marca. O som estava "tipado" pela sala nas principais zonas de incidência e a todos os níveis, gamas baixas, médias e altas, acho que não houve praticamente nada que tenha escapado ileso. Mesmo assim... já ouvi muito pior, e em salas melhores, o que diz muito sobre a qualidade deste sistema e sobre a forma como o Alberto Silva soube, com as dificuldades que se apresentaram, contornar algumas e dar destaque aos pontos mais positivos destas novas Diamond que me parecem ser tão boas como bonitas. Deixo aqui os meus desejos de melhor sorte para a próxima.


(Supportview com as belas Canton Chrono e um gira discos Pro-Ject RPM 5.1)

(Supportview - "rack" elegante cheio de caixinhas, entre elas o Cambridge Audio DacMagic)

A Supportview apostou, como outros fizeram, em demonstrar um sistema mais "terreno", sendo que o preço das peças em demonstração era, em média, de valor acessível ou pelo menos dentro do normal. Neste caso isso também foi feito com muita felicidade, resultando num sistema respeitável em termos sonoros (e até na parte estética), muito equilibrado, dinâmico e musical. Os pequenos amplificadores Classe D, com o leitor de CD a fazer de transporte para o excelente DACMagic (especialmente com o filtro digital "Minimum Phase" seleccionado), deram às Canton muito com que se entreter, a elas e aos ouvintes. Também lá estava o sistema iPod a ser utilizado como fonte com módulo de controlo remoto e com desempenho surpreendente. Boa aposta, e muita simpatia por parte dos anfitriões da Supportview que prestaram muita e boa informação sobre o sistema em demonstração.



(Zenaudio com Xavian Mia, Lyngdorf SDAi, Blacknote SACD300 e RBT Uno)

(Zenaudio - Rui Borges Turntables UNO)

Contrariando uma tendência dos últimos eventos... na sala da Zenaudio não se fizeram opções de colocação do sistema desadequadas, nem se digitalizou o "input" analógico do gira-discos... e ainda bem, porque pelo que ouvi o RBT Uno deu "quinze a zero" ao SACD da Blacknote. Se calhar se o SACD estivesse lá a tocar sozinho, não seria tão aparente a diferença, mas quando se alternava entre um e outro, não deixou qualquer margem para dúvidas quanto à superioridade do desempenho do sistema quando alimentado pelas espiras do vinil. De uma forma geral, e também rompendo com uma certa "tradição", gostei do som deste sistema, e fiquei especialmente surpreendido com as pequenas colunas Xavian Mia, as primeiras da marca que conseguiram deixar-me bem impressionado, especialmente com a transparência, frontalidade e correcção tonal da gama média. Uma opção a ter em conta no mercado das "mini-monitoras", onde por exemplo as Bowers & Wilkins CM1 são umas das principais concorrentes ao trono... pelo que conheço delas, creio que numa comparação directa as CM1 seriam superiores às Mia no que diz respeito à presença e envolvimento da gama baixa, com graves mais profundos e de maior "ataque", bem como nas gamas altas com os seus "tweeters" metálicos a superiorizarem-se no detalhe e liquidez, mas já na gama média e na escala sonora penso que as Mia (que são também um pouco mais caras) seriam superiores. Parabéns ao Miguel Pais da Zenaudio pelo som que estava agradável e por um sistema que me pareceu melhor conseguido do que habitualmente.
 
 
 
 (Topaudio com Focal Utopia III Diablo - Chord Blu + DAC64 - Hovland)

Continua o meu azar com as Focal de gama alta... já que com as gamas médias (como a Chorus) tenho ouvido muita qualidade e envolvimento musical. No entanto, quando chega às Utopia, ou neste caso as Diablo... a coisa começa a descambar para o som estéril e sem alma. Não percebo porquê, sinceramente... algo se passa, e vontade de gostar delas não me falta, são lindíssimas, e tecnicamente cheias de bons argumentos! Bom, desta vez além do som pouco "recheado", foi também agressivo e demasiado brilhante, talvez culpa dos CD's usados para demonstração que poderiam estar pessimamente mal masterizados (nada que cause admiração infelizmente)... ou seria daquela amplificação Hovland mal casada com as Diablo? Não sei... Aguentei duas ou três músicas... mas tive de sair com a tristeza de ter de atribuir a um sistema tão belo o título de "Pior Som do Show".

Brevemente, a Parte 3 da reportagem ViciAudio... o melhor, claro, ficou para o fim!


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