sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O Caso do Vinil na Era Digital... ou: Porque tem melhor som?




Aqui no ViciAudio sabemos bem que nada soa tão bem como um Disco de Vinil 100% Analógico, com corte realizado a partir das Master Tapes Analógicas numa cadeia de produção audio completamente analógica. Mas também sabemos que o Vinil tem espaço na Era Digital, independentemente do tipo de fonte usada o vinil ainda é a melhor forma para apreciar a sua música.

Esta é uma das questões mais comuns sobre o vinil nos dias que correm. Nesta Era Digital em que vivemos, com a maior parte da música a ser gravada digitalmente, como é que o vinil pode ser uma proposta viável e porque devemos esperar melhor som dos discos de vinil?

É uma excelente questão, e apesar da maior parte das pessoas terem encontrado a resposta instintivamente apenas usando os seus ouvidos quando apreciam os seus discos de vinil constatando que de facto soam quase sempre melhor no mundo real de hoje, é muito importante que os audiófilos e consumidores em geral compreendam porque motivo isto acontece.





A resposta a esta pergunta exige uma correcta compreensão do que faz com que a música gravada soe como soa, e como isso se relaciona com os formatos audio à medida que estes foram mudando ao longo do tempo. Existem muitos factores que contribuem para a produção de discos de vinil com som fabuloso hoje em dia:

01 - Fontes de Alta Resolução. O Standard da Indústria actual para Resolução Digital de Estúdio situa-se nos 24bit de informação / 96kHz de amostragem, ou superior. Não é fora do normal encontrar estúdios onde se trabalha com um standard de 24bit/192kHz, e a maior parte das transferências de arquivo do acervo histórico das grandes editoras é feito hoje já a 32bit de resolução! A maior parte dos discos de vinil dos nossos dias são masterizados a partir das fontes digitais com maior resolução disponíveis, normalmente fontes de 24bit cuja resolução excede largamente os 16bit/44kHz que o CD oferece.

02 - Melhor Masterização. A maior parte do vinil de qualidade produzido de fontes digitais hoje em dia é masterizado específicamente para o formato de vinil a partir de fontes de alta resolução. Isto significa que os objectivos de produção da masterização para vinil não são os mesmos e podem de facto ser bastante diferentes dos objectivos de produção da masterização para iPod, streaming, ficheiro ou para um CD que vai tocar muitas vezes dentro de um carro em andamento. Típicamente uma maior gama dinâmica e equalização equilibrada estão no topo das prioridades da masterização para vinil. A maior parte das aberrações odiosas comuns na masterização para formatos digitais dos últimos 10 ou 15 anos, como a compressão dinâmica extrema e aplicação exagerada de limitadores (as chamadas "Loudness Wars" ou "Guerras do Volume") e equalização exorbitante para abrilhantar de forma irreal o som, não são sequer opções técnicas razoáveis na masterização para vinil, seria simplesmente disparatado fazer tais coisas durante o corte de um acetato, algumas dessas opções que tantas vezes fazem o som das masterizações digitais soar tão mal seriam de facto impossíveis num sistema de masterização e corte de vinil, a cabeça de corte poderia até queimar e dezenas de acetatos seriam consumidos e danificados...

03 - Digital é muito mais do que resolução. Envolve processos de conversão Analógico para Digital (ADC) e/ou Digital para Analógico (DAC) que são muito complexos e de fácil perturbação. Verdadeira qualidade digital resulta da alta resolução e de um ambiente de operação extremamente controlado para evitar a perda de dados ou degradação no domínio temporal, trata-se da forma como o processamento é realizado e passado entre cabos e diferentes interfaces, como os diferentes algorítmos funcionam para corrigir erros, da capacidade e velocidade de processamento para garantir que apenas a melhor filtragem possível é aplicada para formar uma conversão eficiente. O digital profissional de estúdio é um Universo completamente diferente quando comparado com o digital doméstico, não interessa o quanto "audiófilo" o seu DAC diz que é, ele vai ser sempre humilhado pela performance esmagadora do ambiente profissional controlado de um bom estúdio. Provavelmente o resultado do processo DAC usado para masterizar o vinil de fonte digital vai soar bem melhor do que o som que poderia obter do processo DAC realizado no seu sistema em casa. A reprodução de vinil no seu sistema poderá simplesmente expôr essa fragilidade dos sistemas digitais domésticos...




Resumindo, se conseguir manter-se afastado do vinil de péssima qualidade das bem conhecidas editoras de "lixo" que apenas pretendem aproveitar-se do aumento das vendas globais dos discos de vinil (você sabe, o lixo habitual de editoras como a DOL, Wax Time, Vinyl Passion, Vinyl Lovers, Doxy, Lilith, Not Now Music, Jazz Wax, em certa medida a própria MOV, e muitas outras), pode ter a certeza de que em geral os discos de vinil são actualmente a melhor opção para apreciar música contemporânea com a melhor qualidade de som possível, mesmo quando se trata de gravações digitais, e também soam geralmente melhor do que a música em ficheiros ou formatos de alta resolução existentes no mercado de consumo porque as masterizações para vinil são melhores.

Aliás, nem consigo lembrar-me de nenhum disco de grande mercado editado nos vários últimos anos que soe melhor em qualquer formato digital do que na edição em vinil correspondente. O rácio de más masterizações nos formatos digitais é muito maior do que o rácio de más masterizações para vinil, e além do melhor som com o vinil leva também uma capa com arte e grafismo de tamanho grande, um objecto físico coleccionável que aumenta a satisfação de posse e intensifica a relação com o disco, e ainda um potencial muito maior para manter o valor comercial ou até para o aumentar com o passar do tempo.

Claro que tudo isto é irrelevante para vinil completamente analógico produzido a partir de gravações 100% analógicas, e felizmente há muitos discos desses em lojas como o www.VinylGourmet.com. Mas isso é algo que já toda a gente sabe, Analógico é o melhor que há!


www.VinylGourmet.com - Discos de Vinil / Edições Audiófilas

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Amiina e o seu album de estreia Kurr de 2007 - LP Duplo Vinil 200gr Deluxe + Faixa Bonus



Mais conhecidas por uma década a gravar e tocar ao vivo com os Sigur Rós, Amiina nasceu em finais dos anos 90 como um quarteto de raparigas da Reykjavík College of Music para explorar sons delicados de cordas e electrónica subtil, criando o ambiente para uma experiência musical profunda da Islândia. O seu album de estreia Kurr flui num local estranho e poderoso entre a sofisticação e a inocência.

  • Duplo LP
  • Corte DMM Direct Metal Mastering
  • Vinil 200 Gramas
  • Faixa bonus "Hilli (At The Top Of The World)", última gravação de Lee Hazlewood










Capa de Egill Kalevi Karlsson. Masterizado por Graeme Durham (membro fundador e engenheiro de masterização no The Exchange, Londres). Gravação de Eimmur Hákonarson, Kjartan Sveinsson, Mads Christian Brauer. Mistura por Birgir Jón Birgisson.

Reedição DMM do album Kurr das Amiina, inclui a faixa bonus "Hilli (At The Top Of The World)", a última gravação de sempre do compositor e produtor lendário Lee Hazlewood. Editado originalmente em Junho de 2007, esta é a primeira edição em vinil do album e chega-nos em vinil Deluxe 200 gramas. 

Lista de Faixas:

01. Sogg
02. Rugla
03. Glmur
04. Seoul
05. Lpna
06. Hilli
07. Sexfaldur
08. Kolapot
09. Saga
10. Lri
11. Blfeldur
12. Boga
13. Hilli (At the Top of the World) featuring Lee Hazlewood


Disponível no Vinyl Gourmet:


www.VinylGourmet.com - Discos de Vinil / Edições Audiófilas